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O Artista Interior - Os Lampejos vindo de dentro

Desenhando com o lado direito do cérebro. Informativo Oficina do Hemisfério Direito do Cérebro.

Lampejos Vindos de Dentro: A Esquerda e a Direita do Pensamento

Os dois principais modos de funcionamento de hemisfério cerebral humano, lado E e lado D foram descritos pela primeira vez pelo Dr. Roger Sperry em sua obra pioneira escrita no final da década de 50 e começo de 60.

A pesquisa mostra que os hemisférios do cérebro humano usam métodos contrastantes de processamento de informações. Os dois modos de pensamento estão envolvidos no funcionamento cognitivo de alto nível, mas cada metade do cérebro se especializa em seu próprio estilo de pensamento e tem suas capacidades especiais. Os dois modos são capazes de trabalhar de maneira cooperativa, complementar, ao mesmo tempo em que conservam seu estilo específico de pensar.

Contudo, estes dois modos de pensar são fundamentalmente diferentes e podem levar a cada modo, em certo sentido, a ver a realidade de um jeito próprio. Por exemplo, respostas conflitantes para um evento podem ambas atingir a percepção e as duas visões podem expressar em palavras, por exemplo, alguém que acaba de ver na televisão uma entrevista com um político pode dizer: "o discurso está ótimos, mas tem alguma coisa que me deixa desconfiado".

O hemisfério esquerdo para a maioria das pessoas se especializa no pensamento verbal, lógico e analítico, denominar e categorizar são algumas das coisas que prefere fazer. Em geral seu sistema de pensamento é linear, primeiro as coisas que vem em primeiro lugar e depois as coisas que vem em segundo lugar.

Em contraste com o lado E, a outra metade do cérebro funciona de modo não verbal, especializando-se em informações visuais, espaciais, perceptivas, seu estilo de processamento simultâneo da observação das informações que entram observando a coisa inteira de uma só vez. Ele tende a buscar relações entre as partes e procura os modos como as partes se ajustam para formar um todo, suas preferências são por perceber informações, buscar padrões ou relações que satisfaçam as exigências do ajustamento visual e procurar ordem e coerência espaciais.

Os dois modos de cognição, o lado E e o lado D comunicam suas diferentes observações da realidade por médio de grande cabo de fibras nervosas chamado de "corpo caloso" que liga os dois hemisférios cerebrais e transmite um para outro os processos dos dois lados, assim as duas observações da realidade se conciliam, preservando desse modo nossos senso de ser uma pessoa, um "eu", uma identidade única.

Alem disso, em muitas atividades da vida diária, os dois lados principais do cérebro podem atuar de modo concomitante e cooperativo na mesma tarefa de informação, cada hemisfério desempenhando um papel especial.

Mas algum reconhecimento interior da dualidade do cérebro parece estar abrigado na consciência humana, emergindo, como a ponta de iceberg, na própria linguagem.

Por exemplo, ao longo dos tempos os filósofos tem proposto dois modos de conhecer a realidade por médio do intelecto e por médio das emoções, por meio da análise lógica ou da síntese metafórica. Os indivíduos frequentemente falam de si mesmos como se duas pessoas separadas existissem dentro deles. A mais bela das atividades em que este sempre envolvido nosso cérebro é a criação, e para isso que tentamos desvendar seus mistérios para melhor conhecer como funcionam suas misteriosas trilhas.

O processo de criação não é uma atividade comum, o que ele é e como é feito são questões que ainda estão escondidas atrás de um vidro escuro a pesar dos séculos de investigação e de especulação.

Mas a contribuição de Sperry para o conhecimento do cérebro sugere algumas ideias novas sobre a criatividade. Por exemplo, a criatividade pode ocorrer em etapas, talvez porque as exigências de cada etapa levem ao cérebro a mudar de marcha ou seja a fazer mudanças cognitivas de um lado principais para outro e de volta para o primeiro.

O desenho que frequentemente é considerado uma forma de criatividade, pode fornecer um indicio objetivo dessas mudanças mentais: um desenho o processo pode mostrar que lado cerebral está encarregado durante o processo de desenhar, muito embora a pessoa ignore que o desenho seja influenciado por uma inclinação mental específica.

Por essa razão acreditamos que o aprendizado de desenho exija sobretudo o aprendizado de ficar consciente de qual lado cerebral é o dominante.

Estas habilidades são requisitos básicos para o aumento das habilidades do pensamento criativo.