O
MÉTODO
O
Método da Oficina do Hemisfério
Direito
“Um caminho para a criatividade”
O texto desta página
foi extraído do livro "O PAÍS
DO HEMISFÉRIO DIREITO" do
capitulo "Encontro com o Mestre do
País de LÁ"
Desenhar é um DOM, ou
um modo de VER?
.....
E ele continuou ...
"........ Se queremos desenvolver
o Hemisfério Direito do Cérebro,
devemos realizar tarefas lentas que contrariem
o H.Esquerdo, pois ele não gosta
deste tipo de atividades, por exemplo
o Desenho. Uma das formas de driblar sua
intervenção é justamente
contrariá-lo, assim ele deixará
o campo livre, não dispensando
atenção à uma tarefa
da qual ele não se agrada, e essa
será a primeira condição
para você poder se conectar ao H.Direito.
O H.Esquerdo do cérebro
controla a fala e por ele ser mais rápido
com sua “tagarelice mental”
nos convence rapidamente. O outro lado,
o H.Direito, atrelado aos sentimentos,
é mais lento para reagir, logo,
acaba sendo abafado em suas pretensões.
Desta maneira, o poder do lado esquerdo
se alicerça, cada vez mais a cada
dia que passa. Ele é responsável
por manter uma programação
mecânica de hábitos, onde
se misturam a imaginação
negativa, os preconceitos, os medos, as
limitações. Enfim, ele mantém
uma rede, desenvolvida pela própria
mente, tão densa que às
vezes a verdadeira realidade nos parece
oculta e inacessível. É
assim que o ser humano vai limitando o
seu campo de ação aos hábitos
corriqueiros do dia a dia. Ele, o H.Esquerdo,
acaba enquadrando sua vida conduzindo-o
a não sensibilidade.
Então, começamos
a compreender como tarefas próprias
de serem executadas pelo lado emocional,
as de desenhar por exemplo, são
atrofiadas pela incompetência do
cérebro esquerdo que invade o território
do outro lado cerebral, levando as pessoas
à frustração e a
culparem-se por uma inabilidade aparente,
acabando por expressar com desagrado a
típica manifestação
: NÃO TENHO DOM!.
Como podemos verificar,
não se trata de uma questão
de "DOM", e sim de uma forma
de "VER" diferente.
VER diferente é
“VER NÃO FOCALIZADO”,
é ver os espaços na sua
plenitude, configurados por linhas que
ao estarem vazios, nos dá a possibilidade
de criar inúmeras formas. Eis a
criatividade, a liberdade …. Então
exercitamos no papel o que podemos realizar
dentro de nós. Uma parte em nós
não deseja mudanças, porém,
o outro lado nos incita à liberdade,
à expansão.
Se
trabalhamos o outro lado do Cérebro
poderemos crescer, fazer mudanças
permanentes que nos tragam bem estar e
felicidade, porém, uma dica:
Devemos ABSTRAIR-NOS do nome das coisas,
exercitando a abstração,
olhando como O OBSERVADOR (que vê
de fora) o faria, pois é ele quem
"VÊ" diferente e não
a personalidade atrelada ao lado mecânico
do H.Esquerdo. Assim, temos possibilidades
de descobrir aquilo que está escondido
em nós, aquilo que é essencial
para nós; é a Ele que chamaremos
de Artista Interior (O Grande Observador).
Antes de concluir esta
parte, darei ainda algumas recomendações
para se obter sucesso nesta experiência
com o lado direito. Diariamente devemos
destinar pelo menos cinco minuto para
mentalizar a presença do “O
Grande Observador”, bem como seu
poder e sua força e quando desenhamos
é a Ele que nós invocamos,
confiando que tudo dará certo.
Como? É fácil!
Pois é Ele quem desenha - nós
apenas permitimos fazer. |
| REFLEXÕES
Portanto, antes de realizar
um exercício devemos refletir e
observar o nosso mundo interior, o estado
interno, a emoção, e perguntar-mo-nos:
Qual é o nosso
estado de ânimo?
O que sentimos? Medo?
A folha em branco nos apavora?
Por onde começamos?
Sentimos que nos perdemos?
De que e de quem?
É hora de revisar as convicções
internas erradicando posturas limitadas
do tipo “não posso”,
não devo”, "será"............
A mentalidade positiva presente o tempo
todo é o grande, porém simples
segredo.
Uma última observação
antes de começar:
Três princípios
devem guiar você durante todo o
exercício, são eles:
Focalize o desenho-modelo,
fite-o como se o acariciasse com os olhos
e com as mãos. Entre nele, ele
tem que enxergar você, assim o seu
Artista Interior entrará em ação,
você poderá sentir e verificá-lo.
Alto Nível de Vibração,
durante o exercício procure ter
um alto nível de vibração,
e assim fará melhor e da melhor
maneira, porque muitas obras famosas foram
apenas exercícios bem feitos. Surge
então, um novo conceito de beleza,
que não se importa apenas com os
resultados e sim com o fato de se fazer
bem feito, como a natureza o faz.
Reflita, sobre o porquê da escolha
de determinado desenho. Pergunte-se porque
desenhamos tal ou qual coisa. Então
descobrirá que não é
mais uma cópia mecânica.
Agora sabemos o porquê. Então
uma sabedoria começa a nascer em
nós.
Para fazer este exercício é
bom estar acompanhado de uma folha em
branco ao lado da do desenho para descrever
o que se está sentindo à
nível emocional. |
| CONCLUSÃO
Os exercícios
e instruções de nossa Oficina
têm sido pensado para pessoas que
“não” sabem desenhar
e duvidem de serem capazes de aprender
a desenhar alguma vez, mas que gostariam
de fazê-lo.
Os
exercícios têm por objetivo
abrir acesso à habilidades que
já possuem e que estão latentes
`a espera de serem liberadas. As técnicas
apresentadas pela Oficina beneficiam as
pessoas que desejam controlar melhor suas
habilidades profissionais e superar os
obstáculos à criatividade.
Sem deixar de mencionar a importância
desses exercícios para pais e professores
no caminho de ajudar a criança
a desenvolver suas habilidades criativas.
Se desenhar é uma ferramenta própria
da linguagem do Hemisfério Direito,
como exercitá-lo, se a maioria
das pessoas pensam que a qualidade de
desenhar é mágica, e que
é um dom que só alguns poucos
têm! O argumento parece contraditório,
pois temos o potencial, mas não
podemos exercitá-lo. Ocorre algo,
assim como ter pernas e não poder
andar; frente a esta conclusão,
vale procurar outra explicação.
Não será outro o secreto?
Por que desenhar não é difícil,
a questão especial é ver,
ou mudar para um modo especial de ver.
Neste ponto você
pensará que vê perfeitamente,
e que ao contrário, o difícil
é desenhar! A verdade é
ao contrário, por essa razão
o começo de nossas atividades está
relacionado com um objetivo, ajudar a
fazer essa mudança mental: “ver
com olhos da mente”, significa experimentar
conscientemente a modalidade do lado direito
do cérebro.
Muitos artistas têm
feito numerosos depoimentos sobre esta
maneira especial de “ver”,
o que os leva a um estado de consciência
onde se perde a sensação
do tempo, experimentando um estado de
relaxamento-alerta. Eles notam-se vigilantes,
porém experimentando uma sensação
aprazível e quase mística.
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