MÓDULOS
ESPECIALIZADOS - ENEAGRAMA PARA CRIATIVIDADE
A criatividade e o Eneagrama
Como trazer a tona algo novo a partir
do que já existe é um
dos mais amplos conceitos da criatividade
, mais para provoca-la é necessário
conhecer algumas condições
previas sem as quais é muito
difícil entrar em contato com
esta capacidade. Por exemplo:
Observar o que está à
nossa volta de uma maneira diferente
aprendendo a ver “longa e profundamente”,
isto é, olhar como faria um observador
de fora: com objetividade, é
uma das condições .
O processo criativo pode ser diferente
para cada pessoa e para cada idéia.
Porem mais importante do que forçar
o processo é realizar algumas
experiências e práticas
de conviver com sua enorme e, muitas
vezes, inescrutável fonte criativa
interior. Mais para isso, a técnica
antes recomendada precisa de virtudes
humanas : intuição, vontade,
fé e sabedoria , sem as quais
o processo não se completa ,
essas virtudes muitas vezes são
anuladas pela nossas personalidades
que quando desconhecidas põem
limites falsos ao desenvolvimento do
potencial criativo, então se
faz indispensável conhecer a
nos mesmos para que dessa forma possamos
atravessar os umbrais de nossos limites
, Uma ferramenta milenar para atingir
esse conhecimento nos pode auxiliar
nesta procura: O ENEAGRAMA.
O Eneagrama é um instrumento
de autoconhecimento que nos orienta
para a mais profunda compreensão
pessoal que podemos ter sobre nós
mesmos. Permite descobrir o traço
principal das personalidades, dando
ao homem a chance de despertar da mecanicidade
na qual está envolvido e, assim,
dar início a um processo de evolução
mais consciente. No entanto, esta poderosa
ferramenta não é usada
apenas para o conhecimento das personalidades.
O Eneagrama , assim batizado por descrever
uma estrela de nove pontas, pode ser
usado para representar qualquer processo
que se mantém por auto-renovação,
inclusive a própria vida. No
que diz respeito ao tema das personalidades,pode-se
dizer que nós somos o Eneagrama,
porque todas as personalidades convivem
dentro de nós, seres humanos,
embora tenhamos uma que é principal
e dominante a que chamamos traço
principal.
Quando temos uma idéia ou uma
experiência criativa e nos perguntamos
qual é sua origem, nos damos
conta de que é muito difícil
descrever a idéia criativa por
meio de palavras. E é, justamente,
essa capacidade de ser tão sutil
e, por estar além das palavras,
que a criatividade ganha uma importância
tão significativa em nossas vidas.
Em razão dessas características,
definimos a fonte criativa interior
com o nome de: essência. E é
ela, a nossa essência criativa
interior, a responsável pelo
fornecimento da intuição,
ela se transformou na viga mestra de
todas as atividades, inclusive os negócios,
sendo considerada nesta área
uma marca de habilidade gerencial, funcionando
da mesma maneira que se manifesta para
os artistas. Em outras palavras, a intuição
fornece espontaneamente o desenho de
uma solução. Mas para
sustentar uma vida criativa, só
intuição não basta.
É necessário também
ter uma base para propiciar o desenvolvimento
das atividades criativas, sobretudo,
aquelas que a própria intuição
fornece. Sendo assim, uma segunda qualidade
começa a preencher a imagem:
a vontade. É por meio dela que
nós assumimos responsabilidades,
trabalhamos por um objetivo e damos
sentido às nossas vidas; integrando,
sob o conceito da unidade, todas as
descobertas criativas que fazemos ao
longo de nossa existência.. A
partir disso, uma outra qualidade essencial
se configura, a fim de canalizar a energia
proveniente da força.
Estamos falando da fé, ou seja,
dessa capacidade que todo processo criativo
envolve, qualidade sem a qual nada é
possível de se concretizar. Ao
falarmos em fé, não estamos
nos referindo à teimosia que
está relacionada à obsessão;
estamos falando do estado de receptividade
e de fluidez, (outros autores também
ser referem ao fluxo) tão necessário
quando os processos em que estamos envolvidos
parecem deter-se. Estamos falando de
dedicarmo-nos ao objetivo, independentemente,
de qual seja ele, com confiança,
uma confiança simples e até
mesmo tola de que o trabalho que se
apresenta à nossa frente é
parte da resposta, numa entrega por
meio da qual as coisas começarão
a acontecer por nosso próprio
intermédio. Assim, é possível
sentir a presença da sabedoria,
traduzindo-se como uma reta ação,
concretizando-se desta forma a tríade
da força criativa.
Finalmente, pode-se buscar, ainda,
uma quinta qualidade da essência:
a compaixão, para trazer ao mundo,
de forma completa, nossa criatividade.
Essa compaixão não é
a pieguice dos idealistas. Trata-se
de uma benevolência amorosa; primeiro
para você e, depois, para os outros.
Quando agimos a partir dessa compaixão,
nutrimos nosso potencial reconhecendo
nossa criatividade e a dos outros. A
compaixão desse tipo está
mais relacionada ao princípio
artístico da harmonia. Se o verdadeiro
propósito da existência
humana é familiarizar-se com
suas qualidades essenciais e expressá-las
nas atividades quotidianas, viver cada
momento a partir de nossa essência
parece uma ótima definição
de criatividade.