| 3) Na continuação,
pegue seu lápis com a mão
direita, ou preferencial, caso seja canhoto,
e numa folha de papel disposta em sentido
vertical trace duas marcas: a 5 cm aproximadamente
da borda superior e a 5cm da borda inferior,
do lado esquerdo da folha (uma em cima
e outra embaixo).

4) Entre as duas marcas
desenhe um perfil ou silhueta de um rosto
humano, direcionado para o centro da folha.
Não desenhe olhos, lábios,
ou cabelo, apenas uma linha que lembre
um perfil.

Observação:
Pouco importa se o seu desenho for “feio”.
Não se preocupe, pois o exercício
terá um outro desdobramento que
no final o diferenciará, resultando
num exercício diferente do qual
você está imaginando. Portanto,
nada imagine. Deixe sua mão esboçar
o perfil que você possui na sua
reserva mental. Você pode achar
que nada sabe, mas isso não é
verdade! Confie na sua memória
e verá que sabe SIM.
5) BEM, agora que você
terminou o primeiro perfil, faça
outras duas marcas do lado direito da
mesma folha, uma em cima e outra embaixo,
da mesma maneira anterior. Desenhe uma
linha semelhante ao perfil anterior, só
que mirando na direção do
outro perfil também para o centro
da folha, como se fosse espelhado. Porém
não lembrando de que se trata de
um perfil, abstraia sua mente do referencial
PERFIL, DESENHE APENAS UMA LINHA (semelhante
ao perfil).
OBSERVE O MOVIMENTO QUE DESCREVE
NO ESPAÇO, A SUA GEOMETRIA, ORA
SINUOSA, ORA MAIS RETA. ESTEJA ATENTO
A SEU RITMO E DESENHE LENTAMENTE.

6) Quando terminar,
observe que entre os dois perfis ficou
definida uma forma. Se tiver à
mão canetas hidrográficas,
lápis de cor, ou o próprio
lápis, passe pelos contornos da
forma central obtida (a cor escolhida,
de preferência, deve ser escura
para salientar a forma).
7) Dentro da forma obtida,
e muito ludicamente, desenhe livremente
o que quiser. Faça-o dentro do
espaço definido, dando asas à
sua criatividade, e às expressões
artísticas que naturalmente se
manifestarão em você , como
estrelinhas, traços diversos, rabiscos,
paisagens, enfim ouça sua criança
interior e dê vazão ao seu
emocional. Sinta-se e seja uma criança.

GUARDE ESTE EXERCÍCIO
POIS LOGO O AVALIAREMOS.
8) Agora passemos ao
segundo exercício. Talvez você
queira saber o que fez. Para que não
haja problemas, esqueça sua curiosidade
intelectual e continue, não podemos
interromper o processo com explicações
senão nos arriscamos a perder a
espontaneidade e a expressão emocional
que a esta altura você já
possui, portanto, vamos em frente.
9) Numa outra folha
faça um desenho de uma pessoa humana
do gênero de sua preferência,
com corpo inteiro ou não, enfim,
tente e veja o que conseguiu produzir.
Seu cérebro tem um depósito
de imagens chamado de linguagem simbólica,
pois simbolizam no espaço a idéia
do objeto de interesse, portanto faça.
É provável que obtenha como
resultado, aqueles desenhos infantis que
você fazia com 10 ou 12 anos de
idade.

10) Quando já
tiver terminado, pegue outra folha de
papel e agora observe o seguinte desenho:

11) Vire o desenho de
cabeça para baixo e desenhe-o na
sua folha, seguindo somente as linhas,
sem tentar lembrar o nome das coisas.
Não se preocupe, siga a sua emoção!
Perca-se na linha, e não procure
controlar nada. Se o seu lado esquerdo
reclamar, não lhe dê ouvidos.
Relaxe, e desenhe. Deixe-se levar pela
música. Convide novamente a sua
criança interior a estar presente
neste exercício, e ouça-a.
Ela lhe falará assim:
"Vês este desenho ao lado?"
"Pega teu lápis alado e vamos
viajar pelas linhas amigas, como um novelo
para desenrolar, não queira descobrir
seu mistério, te abandona no teu
traço e flui com ele. E na sagrada
descoberta de criar teu espaço,
libertar tua emoção, teu
sentido e tua direção...
Percebe! Não existe traço
igual! Porque embora as gotas do oceano
sejam iguais, cada gota é uma e
todas são uma só. Assim,
tuas linhas são semelhantes, mas
não são iguais, as tuas
têm tua emoção, tua
sensação, tua expressão,
teu ser."
12) Agora vamos fazer
uma pequena avaliação da
tarefa realizada. CHAMAMOS O PRIMEIRO
DESENHO DE CÉREBRO DUPLO. Porquê?
Porque no lº que foi feito foi utilizado
o recurso da memória apelando à
sua lembrança e ao seu arquivo
da linguagem simbólica. Geralmente
ele é feito de forma rápida
respondendo à ordem da linguagem
falada ao cérebro e reconhecendo-a
como uma ordem: “FAÇA UM
PERFIL”! Se você o faz, por
ser rápido e respondendo à
linguagem oral dizemos que é um
exercício do lado esquerdo porque,
entre algumas das suas atribuições,
ele é RÁPIDO, e responde
ao centro da linguagem.
13) O 2º, do perfil,
é mais lento porque se pretende
esquecer o nome que a linha representa
se abstraindo do conteúdo, e observando
a geometria descrita no espaço.
Assim, ampliamos a visão, nos atrelando
apenas ao essencial. Para isso é
preciso que haja ATENÇÃO,
pois sem ela não haverá
OBSERVAÇÃO, e como conseqüência
de que não existe a reflexão,
que é a capacidade humana por excelência
mas que infelizmente não existe
em todos os Seres Humanos. A palavra ATENÇÃO
nos sugere o seguinte: (A-TENÇÃO)
A - partícula negativa, TENÇÃO
- tensão, equivale ao termo SEM
TENSÃO, relaxar é quesito
imprescindível na ligação
com o seu lado direito. Por este motivo
dizemos que neste caso, você ligou
o seu LADO DIREITO que foi exercitado
de forma LENTA, RELAXADA, E ATENTA, OBSERVANDO
SEMPRE CALMAMENTE.
14) Agora que você
determinou uma forma, repare que ela não
existia. Observe-a. Ela lhe lembra alguma
forma conhecida? Um vaso talvez? Pense,
não foi um vaso o solicitado, o
que sucedeu simplesmente foi que você
se aproveitou da existência dos
vazios e aí a criatividade surgiu.
Isso mesmo! O VAZIO é o terreno
da criatividade. Nada se cria quando se
está só na presença
do cheio. Devemos formar um ambiente para
criar algo novo. Poderíamos dizer
que este é um exercício
de cérebro triplo, o ESQUERDO que
responde rápido, e responde à
linguagem oral; o semelhante, que é
o DIREITO, lento, observador e responsável
pela linguagem visual ou espacial; e o
VAZIO, que é onde reina a essência
lugar de onde tudo surge. Legal não?
AVALIAÇÃO DO 2º
EXERCÍCIO:
15) O segundo exercício
se divide em duas partes. A primeira parte
representa um desenho simbólico,
produto das idéias concebidas durante
o primeiro aprendizado, usando o lado
esquerdo do cérebro, ele é
apenas linear e pouco realista, por isso
os resultados em término de desenho
não resultam do agrado das pessoas.
O fato é que usamos o cérebro
para funções inadequadas,
por exemplo: o lado esquerdo pelas suas
características racionais não
tem competência na área emocional,
e vice-versa.
16) A segunda parte
(do desenho ao contrário) nos dá
a clara percepção de que
possuímos o nosso lado direito,
só que nunca o tínhamos
experimentado. Agora podemos ver claramente
como, através de um meandro de
linhas aparentemente confusas, podemos
obter um desenho adulto, estruturado,
e bastante complexo. Esta 2º parte
nos permite visualizar, através
de uma maneira prática, como podemos
avançar no terreno do LADO DIREITO
DO CÉREBRO utilizando o desenho
como ferramenta.
17) Vale lembrar que
do caos nasce a ordem, e assim se manifesta
esse nosso lado. Conhecê-lo significa,
conhecer uma outra dimensão desconhecida
até então para você.
Parabéns ! Você
acaba de concluir a primeira experiência
com os seus dois lados cerebrais.
Mande
sua opinião sobre a experiência
realizada. Ela é muito importante
para nós.
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